Nos últimos meses, associações de voleibol da Região dos Lagos têm buscado referências e visitas em Santa Catarina (polo esportivo nacional) com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre gestão esportiva, estrutura de treinamentos e participação em competições oficiais.
A troca de experiências é vista como um caminho promissor para o fortalecimento do voleibol local, diante das dificuldades que associações menores costumam enfrentar no início de suas trajetórias.
Alguns clubes e associações catarinenses visitados

ELASE – Florianópolis
Uma das associações que vêm servindo de exemplo é a ELASE, tradicional clube social e esportivo de Florianópolis com mais de quatro décadas de atuação.
Além de oferecer escolinhas de voleibol para jovens em diferentes faixas etárias, a ELASE participa regularmente de campeonatos estaduais e ligas organizadas no estado.
Suas equipes de base competem em diversas categorias do voleibol catarinense, alcançando posições de destaque em etapas estaduais e classificatórias, o que demonstra a consistência do trabalho de formação de atletas e a importância de um programa estruturado de treinos e competições nos indicadores de desempenho esportivo.
AVOFEL – Lages
Outra entidade catarinense de destaque é a Associação de Voleibol Feminino de Lages – AVOFEL, que há alguns anos vem obtendo resultados expressivos no cenário estadual e nacional de voleibol de base.
A AVOFEL tem conquistado títulos em competições de categorias de base, como o Campeonato Catarinense Sub-14 Feminino, onde venceu a etapa final em Florianópolis.
Em adição às conquistas estaduais, a equipe feminina da AVOFEL também representa Santa Catarina em competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro Interclubes de voleibol juvenil, situação que torna seu projeto um case de formação esportiva com visibilidade ampliada.
AVOSUL – Sombrio
A recente inscrição da Associacao de Voleibol Sul Catarinense – AVOSUL na Superliga Catarinense de Voleibol 2023 representa um modelo ainda mais embrionário, porém inspirador para associações menores da Região dos Lagos.
A AVOSUL, apesar de ter menos tempo de atuação e estar dando seus primeiros passos em competições formais, mostra que é possível iniciar o processo de integração com ligas estruturadas mesmo com recursos mais modestos.
Inspiração para os cariocas
Essas experiências inspiraram representantes de associações e clubes da Região dos Lagos a realizar visitas técnicas e encontros com profissionais da ELASE e da AVOFEL, com a intenção de entender melhor como estruturar competições internas, calendários de treinos e até as etapas de inscrição em ligas estaduais e nacionais.
A troca tem envolvido conversas sobre programas de base, formação técnica de atletas e práticas de gestão associativa que vão além da simples participação competitiva.
Para associações da Região dos Lagos, observar de perto caminhos já trilhados por clubes catarinenses — desde a estruturação de escolinhas de base, como o trabalho contínuo da ELASE, até a projeção de equipes em competições estaduais e nacionais, como no caso da AVOFEL — tem sido uma forma concreta de aprendizado.
Essa aproximação permite entender de forma prática o que é necessário para organizar equipes, obter apoio institucional, planejar calendário de jogos e até buscar parcerias em diferentes níveis.
A experiência catarinense destaca também que o fortalecimento do voleibol passa por ações conjuntas entre clubes, federações e ligas, além de um plano de desenvolvimento que contemple desde categorias de base até a participação em competições adultas.
Para as associações menores da Região dos Lagos, essa vivência pode servir de referência para traçar seus próprios caminhos de crescimento, considerando as particularidades e potencial da região.
O que esperar do esporte da Região dos Lagos nos próximos anos?
O esporte da Região dos Lagos tende a viver um período de amadurecimento progressivo, marcado por maior organização institucional e planejamento de longo prazo.
A aproximação com associações mais estruturadas de outros estados indica uma busca clara por profissionalização, especialmente nas modalidades coletivas.
Nos próximos anos, a expectativa é de fortalecimento das categorias de base, ampliação da participação em competições regionais e estaduais e maior integração entre clubes, escolas e poder público.
Com gestão mais técnica e visão estratégica, o esporte local pode ganhar consistência, visibilidade e condições reais de formar atletas e projetos duradouros.
