Arraial do Cabo

Justiça impede remoção de moradores em área de resort de luxo em Arraial do Cabo

A decisão da Justiça trouxe um respiro para quem vive no bairro Caiçara, em Arraial do Cabo. As famílias, que têm sua história ligada à pesca e à vida simples na beira da lagoa, estavam apreensivas com a possibilidade de serem removidas dali por causa de um projeto para construir um resort de luxo na região.

Muita gente dessa comunidade depende da pesca para sobreviver, e o medo de perder não só a casa, mas também o modo de vida, era grande. Quem conhece a rotina dessas famílias sabe que elas estão ali há décadas, criaram filhos, netos e formaram laços que vão além das paredes das casas.

Agora, pelo menos por enquanto, ninguém vai precisar fazer as malas às pressas. A Defensoria Pública do Estado entrou com recurso e conseguiu suspender a desocupação, o que deu um fôlego para todo mundo respirar um pouco mais aliviado.

Entenda o que mudou com a nova decisão

O tribunal do Rio de Janeiro resolveu suspender a ordem que permitia a retirada das famílias do Caiçara e do Sabiá. Essas duas comunidades ficam numa área muito bonita e valorizada, entre a Lagoa de Araruama e a Praia da Pernambuca, que também é uma Zona de Proteção Ambiental (APA).

Por trás disso tudo tem o interesse de um empreendimento privado que quer erguer um resort de luxo ali. Só que boa parte dos moradores está ali há mais de 20 anos, com casas estruturadas, água encanada, luz elétrica e tudo funcionando como em qualquer bairro consolidado.

Ações da Prefeitura e próximos passos

Com a suspensão temporária da remoção, a Prefeitura de Arraial do Cabo resolveu apoiar oficialmente os moradores. Eles entraram de verdade na briga e começaram a mapear cada casa da região, mostrando que não se trata de uma ocupação recente ou desorganizada.

Esse levantamento vai servir como prova do impacto social que uma remoção teria. Afinal, não é só mudar de endereço, né? Tem toda uma vida construída ali, com vizinhança, trabalho e até tradições que passam de geração em geração.

A Procuradoria do município já avisou que vai pedir à Justiça para suspender de vez qualquer ideia de demolição por ali. Enquanto isso, as famílias seguem na expectativa, torcendo para que a decisão definitiva mantenha o direito de continuar vivendo onde sempre viveram.

Créditos da imagem: https://www.canva.com/photos/MAGqC-BLn0E/